SEMANA DA JUVENTUDE: BIBLIOTECA HUMANA TRANSFORMA HISTÓRIAS EM EXPERIÊNCIA DE ESCUTA E CONEXÃO
- CAMPS SANTOS

- há 2 dias
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Ação realizada durante a Semana da Juventude reuniu “livros vivos” e mostrou que conhecer a história do outro também é uma forma de aprender
Histórias não precisam estar escritas em páginas para serem compartilhadas. Na manhã desta terça-feira (11), jovens do CAMPS se transformaram em “livros vivos” para uma experiência que teve como principal objetivo exercitar a escuta, o acolhimento e o respeito à trajetória de cada pessoa. A atividade, realizada na sede da instituição, fez parte da programação da Semana Municipal da Juventude e foi organizada pelos próprios jovens sob a supervisão da orientadora Ana Carolina Jorge. Durante um mês, a turma se preparou para receber os participantes e construir uma experiência. Cada jovem escolheu quais capítulos de sua história gostaria de compartilhar.
A proposta foi inspirada no conceito de Biblioteca Humana, criado em Copenhague, na Dinamarca, em 2000, com o objetivo de promover conversas, empatia e combater preconceitos por meio do compartilhamento de histórias reais. Para a atividade do CAMPS Santos, a ideia foi adaptada para colocar os próprios jovens no centro da experiência. Os livros vivos, todos de outras turmas, escolheram livremente os recortes de suas histórias que gostariam de dividir.
Os participantes, por sua vez, foram preparados para ouvir com atenção, cuidado e respeito, sem julgamentos ou preconceitos. “Mais do que conhecer diferentes trajetórias, a atividade também trabalhou competências que ultrapassam os limites da sala de aula. Eles foram orientados sobre escuta ativa, acolhimento e, principalmente, sobre o cuidado com as informações compartilhadas. ”, explica a orientadora Ana Carolina.
Ela ressalta que a experiência também dialoga diretamente com situações que os jovens encontrarão no ambiente profissional, onde o cuidado com informações e histórias é fundamental. “O que eu escuto dentro da empresa que posso falar? O que não posso falar? Quais documentos e informações da empresa não devem ser compartilhados” O cuidado que eles terão com a história do outro é o mesmo cuidado que precisam ter dentro da empresa e nas relações interpessoais”, afirma.
Experiência preparada nos detalhes
A preparação para a Biblioteca Viva começou um mês antes da atividade. Além de estudar a proposta e se preparar para conduzir os encontros, os jovens da Concomitância cuidaram de cada detalhe da recepção. A manhã começou com um coffee break de boas-vindas e contou com lembrancinhas preparadas pelos próprios alunos.
Outro detalhe pensado pela turma foram os cadernos de capa dura personalizados, com foto e nome de cada ‘livro’ e a identidade visual da Biblioteca Viva. Após a experiência, os cadernos ganharam mensagens dos jovens que participaram dos encontros, transformando-se em uma espécie de registro das conexões construídas naquele dia.
Para Maria Eduarda Freire, de 17 anos, aluna de Ana Carolina, a experiência mostrou que ouvir o outro pode revelar histórias que muitas vezes estão mais próximas do que se imagina. “Às vezes, a minha história se conecta com a história deles, a deles se conecta com a de algum amigo, e assim sucessivamente”, explica.
Mais do que contar, ser ouvido
Kayo Henrique, de 16 anos, foi um dos jovens que participaram como livros vivos. Atualmente, ele está na Concomitância e trabalha na Prefeitura de Santos. Kayo também sonha em ser empreendedor, quer abrir uma barbearia e já se prepara para isso. Na Biblioteca Viva, ele decidiu compartilhar seu desejo e falar sobre seus planos para o futuro. “Me senti acolhido nesta ação. Senti o interesse de todos pela minha história e pelos meus sonhos”, contou.
Ao transformar jovens em livros e histórias em capítulos compartilhados, a atividade mostrou que uma das formas mais importantes de aprender sobre o mundo é, muitas vezes, simplesmente parar para ouvir quem está ao nosso lado.








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